O que fazer em Nice
Comece pelo mar: a Promenade des Anglais desenha uma curva de sete quilómetros ao longo da Baie des Anges, traçada no século XIX por visitantes ingleses que ali passavam o inverno e hoje ladeada por hotéis Belle Époque como o Négresco, com a sua cúpula rosa. Do passeio, bastam alguns passos até Vieux Nice, o emaranhado de ruas ocres, igrejas barrocas e janelas com portadas do centro histórico, que ainda lembra mais Génova do que Paris.
Suba à Colline du Château para a melhor vista da cidade — um parque no alto da colina onde antes existiu uma fortaleza medieval, com uma cascata e uma panorâmica sobre os telhados vermelhos do centro histórico e a curva da baía. De volta ao nível do mar, o pavimento em xadrez e a fonte de Apolo de Place Masséna formam o coração social da cidade, e os amantes de arte devem atravessar a cidade até ao Museu Matisse e ao Museu Chagall, dedicados a dois artistas que ali encontraram a sua luz.
Bairros e onde comer
Vieux Nice come-se tanto quanto se visita: as suas ruas estreitas escondem pequenos bistrôs entre lojas de recordações, e as manhãs pertencem ao Cours Saleya, a longa praça de mercado que se enche de bancas de flores, produtos frescos e vendedores de socca (às segundas-feiras é a vez do mercado de antiguidades). Para lá do centro histórico, o bairro do Port Lympia tem um ar mais tranquilo de porto de trabalho, enquanto Cimiez, no alto, junta ruínas romanas ao Museu Matisse.
Foi aqui que nasceu a cozinha niçoise, uma despensa mediterrânica com fortes traços italianos: a salade niçoise é feita com legumes crus, anchovas e azeitonas em vez de alface, há também a pissaladière (tarte de cebola com anchovas e azeitonas), as sandes pan bagnat e os legumes recheados chamados petits farcis. Mas o prato a procurar é a socca, uma fina panqueca de farinha de grão-de-bico cozinhada em chapas enormes e vendida à fatia — barata, farta e presente por todo o centro histórico.
Como se locomover e melhor época
O centro de Nice é compacto e faz-se a pé — a orla marítima, o centro histórico e Place Masséna ficam a menos de vinte minutos a pé uns dos outros. A rede moderna de elétricos cobre o resto, incluindo a ligação ao aeroporto: o Nice Côte d'Azur é um dos poucos grandes aeroportos europeus a um curto trajeto de elétrico do centro. Os comboios da Gare de Nice-Ville permitem passeios de um dia fáceis até Mónaco, Cannes e as aldeias da Riviera nas colinas.
Escolha maio, junho ou setembro, quando o mar já está quente e há menos gente do que no pico de julho e agosto, quando os preços dos hotéis disparam e as praias enchem. Fevereiro traz o Carnaval de Nice, um dos maiores do mundo, se não se importar com o frio. Os free tours funcionam o ano inteiro, com chuva ou sol.