O que fazer no Rio de Janeiro
O horizonte do Rio é inconfundível, sustentado por dois ícones: o Cristo Redentor, alcançado pelo trem de cremalheira que sobe o Corcovado, e o Pão de Açúcar, onde um bondinho em dois trechos sobe até uma vista de 360 graus sobre a Baía de Guanabara. Os dois merecem meio dia cada um, de preferência numa manhã de céu limpo, antes que as nuvens cheguem.
Além dos cartões-postais, os free tours a pé percorrem o Rio ao nível da rua que os bondinhos sobrevoam: as ruas coloniais do centro histórico ao redor da Cinelândia, a Escadaria Selarón coberta de azulejos que liga a Lapa a Santa Teresa, e o berço do samba na Pedra do Sal. Guarde uma tarde para caminhar pela praia de Copacabana ou Ipanema, nem que seja só para ver um pôr do sol carioca do jeito que os moradores veem.
Bairros e onde comer
O Centro é o coração colonial e comercial do Rio, movimentado durante a semana e tranquilo à noite; a Lapa, logo ao lado, acorda ao cair da noite sob seus famosos arcos do aqueduto, com samba e forró transbordando dos bares até de madrugada. Santa Teresa, alcançada pelo bondinho histórico, mantém um ritmo de vilarejo entre ateliês de artistas e vistas do alto do morro, enquanto Copacabana e Ipanema esticam a vida de praia ao longo da orla, e o bairro da Saúde guarda a memória da Pequena África perto do antigo porto.
Peça uma feijoada num almoço de sábado, o prato de feijão preto com carne de porco que é quase um ritual nacional, e belisque um pão de queijo ou um açaí na tigela bem gelado entre uma parada e outra. À noite, um boteco de bairro com cerveja gelada e petiscos é onde o carioca realmente relaxa, e uma caipirinha ao pôr do sol é quase obrigatória.
Como se locomover e melhor época para visitar
O metrô do Rio tem duas linhas que ligam o Centro a Copacabana e Ipanema, e é a forma mais segura e rápida de circular entre as praias da Zona Sul e o centro; o VLT, um bondinho gratuito, conecta o centro histórico na superfície, e os aplicativos de transporte são bastante usados nos trajetos noturnos. Os bairros centrais e a orla se exploram facilmente a pé durante o dia; à noite, o ideal é seguir por ruas movimentadas e bem iluminadas, o mesmo bom senso que vale em qualquer grande cidade.
O Rio é tropical e quente o ano inteiro, mas as melhores épocas são o outono (abril–junho) e a primavera (setembro–novembro), quando as temperaturas amenizam e o movimento diminui. De dezembro a março vem o calor mais forte, a temporada de chuvas e o Carnaval, a maior festa do Rio e também suas semanas mais cheias e caras. Não importa quando você venha, os free tours saem com chuva ou sol, então leve roupas leves em camadas, protetor solar e calçado confortável para as pedras e ladeiras.