O que fazer em Copenhaga
Comece por Nyhavn, o porto do século XVII de casas tortas e coloridas que se tornou a imagem de postal de Copenhaga — prefira um banco junto à água a uma mesa nos terraços com preços de turista. Dali é um curto passeio até ao Palácio de Christiansborg, que de alguma forma reúne o Parlamento dinamarquês, o Supremo Tribunal e as salas de receção reais, e depois até Amalienborg, os quatro palácios à volta de uma praça octogonal onde a família real dinamarquesa ainda vive — vá ao meio-dia para ver a troca da guarda.
Reserve uma tarde para os Jardins de Tivoli, um dos parques de diversões mais antigos do mundo e reconhecida inspiração para os próprios parques da Disney, e outra para caminhar até à estátua da Sereiazinha na marginal do porto — pequena, muitas vezes rodeada de gente, mas que vale a pena ver pelo menos uma vez. Copenhaga é também uma das cidades mais amigas da bicicleta do planeta, por isso alugar uma à tarde, ou fazer um passeio de barco pelos canais de Christianshavn, mostra a cidade de um ângulo que nenhum tour a pé consegue.
Bairros e onde comer
Christianshavn, com as suas casas flutuantes e canais, parece a resposta de Copenhaga a Amesterdão, e faz fronteira com Christiania, o antigo quartel autogerido transformado em enclave contracultural desde 1971. Vesterbro, outrora o bairro vermelho à volta do Meatpacking, está hoje repleto de restaurantes e bares, enquanto Nørrebro mistura comunidades imigrantes, lojas vintage e algumas das melhores comidas baratas da cidade.
Coma como um local com smørrebrød — sandes abertas de pão de centeio cobertas de tudo, do arenque em vinagre ao rosbife — que se provam melhor num balcão tradicional do que num buffet de hotel. Para uma amostra rápida e informal da cena gastronómica, percorra as bancas do mercado Torvehallerne ou as bancas montadas em contentores da Reffen numa noite de verão, e não se surpreenda se um local o convidar a experimentar o hygge — aquela calma aconchegante, à luz de velas, à volta da qual os dinamarqueses constroem noites inteiras.
Como se deslocar e melhor altura para visitar
Copenhaga é plana, compacta e feita para duas rodas — ciclovias dedicadas cobrem toda a cidade, e alugar uma bicicleta é muitas vezes mais rápido do que o metro para trajetos curtos. O metro sem condutor funciona 24 horas e chega ao aeroporto em cerca de 15 minutos; o Copenhagen Card junta transportes públicos a entrada gratuita em Rosenborg, Christiansborg e dezenas de outras atrações, caso vá fazer turismo intensivo durante vários dias.
Do final da primavera ao verão (maio–agosto) chegam os dias longos e luminosos pelos quais a Escandinávia é conhecida, a época das esplanadas junto a cada canal, mas também as maiores multidões e os preços mais altos. Setembro mantém boa parte dessa luz com muito menos visitantes, enquanto o inverno transforma a cidade numa versão própria iluminada a velas e pontuada por mercados de Natal — fria, escura a meio da tarde, mas inconfundivelmente aconchegante. Os free tours funcionam o ano todo, com chuva ou sol, por isso prepare-se para o clima escandinavo seja qual for a altura em que vier.