O que ver e fazer em Zagreb
Comece como a maioria dos visitantes: pela Praça Ban Jelačić, a sala de estar da cidade, e depois suba até Gornji Grad (a Cidade Alta) para ver a Igreja de São Marcos, cujo telhado de telhas coloridas desenha os brasões de Zagreb e da Croácia, Dalmácia e Eslavónia. A poucos passos, a Torre Lotrščak continua a disparar um tiro de canhão ao meio-dia, um ritual que se repete desde o século XIX — desça no pequeno funicular em vez das escadas, nem que seja só para poder dizer que o fez.
De volta ao nível da rua, percorra o mercado de Dolac, espalhado por cima da Praça Jelačić sob as suas filas de toldos vermelhos, e depois siga até às torres gémeas neogóticas da Catedral de Zagreb antes de perder uma hora ou duas no estranho e genuinamente comovente Museu das Relações Partidas, onde recordações de ruturas de todo o mundo têm uma casa permanente.
Bairros e onde comer
Gornji Grad (a Cidade Alta) é o bairro de postal de Zagreb — ruas de calçada tranquilas, edifícios institucionais e torres de igreja, melhor explorados devagar e quase sempre a pé, já que o trânsito é muito limitado. Tkalčićeva, a rua que segue o traçado de um antigo ribeiro hoje coberto, logo abaixo, é onde a cidade toma café de dia e copos à noite; a Cidade Baixa, Donji Grad, estende-se numa malha de parques e grandes edifícios do século XIX, com o parque Zrinjevac como favorito para um passeio tranquilo.
Para comer, comece no mercado de Dolac pelo queijo, os enchidos e os produtos que chegam direto das aldeias em redor da cidade, e peça štrukli assim que o vir num menu — uma massa de queijo fresco assada ou cozida que é o prato reconfortante por excelência de Zagreb. Complete com carnes grelhadas, um copo de vinho croata e um café demorado numa esplanada da Tkalčićeva, que é tanto um hábito local como uma atividade turística.
Como se locomover e melhor época para visitar
O centro de Zagreb é compacto e faz-se a pé, com a Cidade Alta e a Cidade Baixa ligadas pelo curto funicular centenário, além de bastantes escadas. Os elétricos cobrem o resto da cidade a baixo custo e circulam até tarde; um bilhete comprado num quiosque ou ao motorista cobre 90 minutos de viagem. O aeroporto fica a cerca de 17 km a sul do centro, com um autocarro de ligação coordenado com os voos até à estação central de autocarros.
Zagreb tem um clima continental a sério, ao contrário da costa croata: verões quentes, invernos frios, com o melhor período na primavera tardia (maio–junho) e no início do outono (setembro–outubro), quando os dias são amenos e as esplanadas estão no seu melhor. O inverno traz um mercado de Natal muito querido às praças da Cidade Alta, por isso vale a pena visitar mesmo no frio, se gostar de luzes festivas e vinho quente. Os free tours funcionam o ano todo, com chuva ou sol, por isso leve roupa para o que a estação trouxer.